Aos amigos de perto e de longe. Aos antigos e mais recentes.
Aos que vemos dia a dia. Aos que esporadicamente encontramos.
Aos que nos contactam pela primeira vez.
A todos, muito obrigado pelos vossos comentários.

Encontrar-nos-emos, agora e sempre…
… NO SÍTIO DO COSTUME.


APRECIAMOS A INDICAÇÃO DA ATIVIDADE PROFISSIONAL E QUE OS COMENTÁRIOS NÃO EXCEDAM MIL CARATERES.


Mário Pimentel Godinho

(Historiador)

Uma "guerra" surda na floresta

Esta despretensiosa mensagem visa tão só elogiar o certeiro texto do Prof. Galopim de Carvalho que acabo de ler neste espaço. [Secção “Convidados”]. Bem-haja o Professor por ter-se cingido, no âmbito dos últimos calamitosos incêndios, ao essencial: qualquer observador atento não terá dificuldade em concluir que há gente e empresas a retirarem bons lucros com os fogos.
O tema desagrada visivelmente ao Governo, que se mantém numa de “vamos lá com calma”. Também por isso, este é o tempo de o jornalismo utilizar a sua força mediática para provar e divulgar o facto de sombrios objetivos e amiguismos financeiros estarem, porventura na maioria dos casos, na origem dos fogos. Não são lucubrações. Como bem realça o Professor, «o clima não explica tudo», acrescentando, a propósito de incêndios detetados durante a noite, sem trovoadas secas nem fundos de garrafas de vidro ao sol: «O calor e a secura propagam e alastram os fogos mas não os iniciam!» 
Não devemos omitir a incúria laboral, que tragicamente está na origem de pequenos fogos que logo se tornam indomináveis, mas o que sucederá mais vezes são procedimentos secretos praticados a uma escala imensamente criminosa. Há quem não queira ver. Esses fazem lembrar a fábula infantil da voz que se ergue da multidão para revelar: «O rei vai nu!». O Prof. Galopim é, de certo modo, essa voz.


João Ferreira
(Bibliotecário)

Frenético Mundo Novo

As declarações de um dos vossos entrevistados suscitaram-me a interrogação seguinte: Lembram-se do tempo em que a rádio começou notoriamente a roubar público aos jornais? Passados alguns anos chegou a televisão que, por seu turno, fez decrescer as audiências das rádios. Enfrentamos agora um rival ainda mais dominante. Todos os históricos meios de comunicação soçobram ao ímpeto frenético de notícias tecladas por emissores anónimos, rápidos e originais. A notícia deixou de ser narrada, passou a ser tweetada. Quando a notícia, elaborada com a tradicional idoneidade jornalística, chega ao público, parece desatualizada, desinteressante.
A pergunta assustadora que se coloca agora é: após a era tweet… o que se seguirá?


Appio Sottomayor
(jornalista e escritor)






















Rui Beja
(Mestre em Estudos Editoriais pela Universidade de Aveiro. Antigo presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e do Círculo de Leitores).




















José António Santos
(jornalista)


Na morte de Mário Soares
[O autor reporta-se a uma crónica de Pedro Foyos publicada neste sítio — espaço “Bloco Aberto” — com o título «Memória do tempo em que o nome de Mário Soares não podia sequer aparecer nas páginas dos jornais»].


Vocês têm-me proporcionado tão bons momentos de leitura e até de meditação que se tornaram de facto uns "queridos" para mim. Agradeço por tudo e por esta mais recente prosa sobre Mário Soares. Quanto a este, limitei-me a deixar uns apontamentos desgarrados sobre as ligações directas ou indirectas que teve com "A Capital" e em que participei por tabela. É a única ocasião em que uso aquela mixórdia que dá pelo nome de "facebook": foi criado um espaço para os antigos trabalhadores do jornal e aproveito-o de vez em quando para me manter em contacto. De resto, estou realmente "retirado": às dificuldades de locomoção junta-se uma persistente bronquite (isto de ser bronco vem de longe...), agravada agora pelo frio e humidade. Persistam, amigos. Este vosso Casal é óptimo, pelo interesse que suscita e pela actualidade. Permitam uns fortes abraços, que repartirão em doses iguais como bom casal que são.


                                  



Obrigado por mais este inédito que, todos somados, vão constituindo um acervo de grande valor e significado para que os vindouros não possam invocar o esquecimento por falta de legado histórico.
Não é certamente por acaso que existe tanta sintonia na apreciação dos textos que de vez em quando vos envio e no gosto com que leio a vossa escrita. Estou certo que, neste caso, existe um sentimento comum de grande perca com o desaparecimento de Mário Soares e de reconhecimento do grande estadista e homem de cultura que foi e que passará à História de Portugal como figura maior da democracia no nosso país.
Curiosamente, minutos depois da hora referida no texto do Pedro Foyos publiquei no meu À Janela dos Livros a curta mas muito sentida nota de memória e agradecimento a Mário Soares, que consta em 
http://janeladoslivros.blogs.sapo.pt/soares-uma-vida-em-dialogo-30659.


                                  


‘O Caso do Jornal Assaltado’
(O autor reporta-se ao novo livro de Pedro Foyos com o título supracitado)


É-me grato, desde já, dirigir ao Pedro Foyos uma palavra de agradecimento pelo excelente trabalho que nos oferece. O rigor dos factos exarados não consente fantasias de opinião ou de desejos sejam eles quais foram, factos são factos! Eis o primeiro mérito a que se alia a exaustiva e profusa documentação de suporte (fotos, textos e testemunhos) que no conjunto formam um trabalho excelente e de referência. Parabéns.




Tibério Cid
Artista gráfico

Este é o homem que poderá ser Presidente dos EUA

Há quem comece a admitir que Donald Trump seja mesmo o próximo Presidente dos Estados Unidos da América. Conviria pois dar a maior difusão possível a um trecho de uma crónica que o jornalista João Adelino Faria assinou há quase dois anos (exatamente em 9 de agosto de 2014). Reproduzo: «Em direto, os canais norte-americanos mostraram nesta semana, não o horror dos campos da morte desta doença [o ébola], mas o regresso a casa de um médico e de uma missionária doentes. Os dois regressaram infetados com o vírus depois de ajudarem dezenas de vítimas da febre hemorrágica em África. O milionário Donald Trump, que deve ter um saldo bancário inversamente proporcional à sua inteligência, exigiu que deixassem os voluntários doentes em África. Propôs mesmo que se proibissem os voos dos países onde se registaram casos de ébola. Felizmente as redes sociais incendiaram-se de indignação e venceram. Os dois voluntários norte-americanos regressaram aos Estados Unidos e estão agora internados em hospitais especializados, seguros, e a melhorar»  






Mestre António Aguiar
[Os autores reportam-se ao grande repórter fotográfico António Aguiar que, no dia seguinte ao da sua morte, evocámos extensamente no nosso espaço “Bloco Aberto”]

Gil Montalverne:
Um grande beijo para a Maria Augusta pelo excelente ADEUS a António Aguiar. Não sou crente e portanto não sabemos se o encontro "após" acontecerá algum dia. A Maria Augusta o diz com um terno talvez... Grande Jornalista que continua com a riqueza da palavra que sempre teve.

Jorge Tavares:
Não podia deixar de enviar um abraço à Maria Augusta pela excecional prosa sobre a morte do António Aguiar, "companheiro de armas" com a máquina fotográfica: ele em Lisboa, eu no Porto. Fomos sempre tantas vezes maltratados: éramos os "bate-chapas", que, como se diz no texto, com o peso da saca das máquinas, das lentes e dos rolos, numa "canseira sem fim" que só acabava no escuro do laboratório. Bonito de ler o que escreveram sobre este camarada do jornalismo que nos apaixonava.

Manuel Gonçalves da Silva:
Como gostei de ler (a vossa evocação). E como gostei de conhecer o Aguiar, que sempre me tratou tão amigavelmente como se fossemos da mesma casa, embora eu não tenha conseguido, ao contrário da Maria Augusta, vencer aquela barreira de humildade genuína que o levou usar sempre o "doutor" antes do meu nome e do abraço. Mas, vá lá, não dizia "doutor Manuel". Era um "doutor manel" bem mais simpático.

ANTÓNIO AGUIAR EVOCADO
POR MARIA AUGUSTA SILV
A



Alexandre Fernandes Pastor
Mestre de Português
na Universidade de Estocolmo

Saudação a Miguel Real
[O autor reporta-se a uma colaboração recente do escritor Miguel Real no espaço “Convidados”]

Parabéns a Miguel Real, inesquecível Amigo! Lembrar-se-á quando nos veio falar de "saudade" à Faculdade, aqui numa terra [Suécia] onde ninguém parece senti-las? Creio ter-lhe dito, por ocasião dessa breve visita com sua esposa, que este povo continua a não chorar nos funerais a que tenho assistido. Tiraram da linguagem diária palavras como OBRIGADO, POR FAVOR, DESCULPE, etc.
Vivo angustiado por esta decadência moral. Uma política jovem propôs despenalizar a necrofilia, o incesto, e outras violências instaladas na nossa pobre Europa.


Cristina Vieira

Jardim Botânico da Sétima Colina de Lisboa
[A autora reporta-se a um texto de homenagem ao Professor Fernando Catarino, antigo diretor do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa]

Alerto para o facto de o Jardim Botânico, dito da Politécnica, estar cada vez em pior estado, com palmeiras mortas, com os canteiros cheios de espécies invasoras... Esta situação tem que ver com o facto de terem deixado reformar-se o único jardineiro que dele cuidava e durante demasiado tempo o jardim ter estado sem um único jardineiro. Recentemente tem três jardineiros, mas creio que mesmo com as obras do orçamento participativo de Lisboa, que não vão tratar das plantas, mas sim dos arruamentos e algumas infraestruturas, não se auguram bons dias para o jardim.


Rui Beja
Mestre em Estudos Editoriais
pela Universidade de Aveiro.
Antigo presidente da Associação Portuguesa
de Editores e Livreiros
e do Círculo de Leitores

Joaquim Vieira
[O autor reporta-se a um artigo do jornalista e escritor Joaquim Vieira inserido no espaço "Convidados"].

Num mundo em turbulência, no qual o respeito pelo ser humano tende a degradar-se sem fim à vista, como é sábio e oportuno o alerta que Joaquim Vieira nos deixa neste tão significativo relato documental.
Um texto que tem tanto de simples, como de revelador das fragilidades da condição humana e do enorme sentido ético e profissional do seu autor. Um escrito que me trás à memória outros tempos em que tive a oportunidade de acompanhar de perto o entusiasmo, o rigor e a qualidade que o caracterizam. Obrigado, Joaquim. Obrigado, Maria Augusta e Pedro.


Norberto Sequeira
Revisor literário

Considerações pertinentes sobre a Língua Portuguesa

Escrevo-vos desta vez sobre uma questão sensível para quem, como eu, labora por ofício num espaço chamado Língua Portuguesa. Reparei que um dos vossos convidados emprega por duas vezes no mesmo texto o vocábulo "hobbies", que em português de lei não é nem mais nem menos do que "passatempo favorito", "ocupação predileta". Mas sendo fastidioso o uso de duas palavras, temos ao dispor: "entretenimento, divertimento, entretém, recreação, diversão, distração", consoante as situações. Estamos no Casal das Letras (e de belas Letras, como é notório), para quê recorrer a vocábulos estrangeiros absolutamente evitáveis?
Aproveito a oportunidade para mencionar um erro de pronúncia que, na atualidade política portuguesa, ouvimos a toda a hora. Trata-se do plural de "acordo", que é "acôrdos" e não "acórdos". É certo que, quando o masculino em "ô" não tem feminino, o plural oscila entre "ô" e "ó", mas a tendência é para "ó". Isso dever-se-á ao facto de centenas de adjetivos em "ôso" fazerem o plural em "ósos", como "formoso, formosos; harmonioso, harmoniosos", etc., levando muitas pessoas a proferirem erradamente certos plurais, como "pescóços", "colóssos", "perdigótos", em vez de "perdigôtos", "colôssos", "pescôços".
Há quem diga que a Língua Portuguesa é muito traiçoeira. Prefiro qualificá-la de caprichosa, desafiante, volúvel… Portanto: muito tentadora…

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